quem somos

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Quantas vezes já nos perguntamos o porquê das coisas? Nos questionamos sobre nosso papel na família, nosso papel na sociedade e no mundo? Precisamos de tudo aquilo que produzimos? Precisamos de tudo o que consumimos? Que mundo deixaremos para as gerações futuras?

Lembrei da minha vó querida - Dona Holanda, ou apenas Vó Landa para os netos - e seus ensinamentos sobre plantas medicinais e jardinagem lá no interior. Bala de café no tacho, pão caseiro no forno, gemada pela manhã, o chá de capim cidreira no finalzinho da tarde, o canteiro de manjerona e claro, a famosa arnica na garrafa que tudo curava. Ah quanta lembrança!

Lembrei do sonho que tive anos depois com vários potinhos de vidro, várias cores, aromas, a cura...   

 

Depois de mais de 10 anos trabalhando como engenheira florestal em grandes obras de infraestrutura pelo Brasil e, na medida do possível, minimizando os impactos ambientais causados por essas obras, decidi que era hora de mudar. Mudança forte, corajosa, guinada na vida. Na verdade não, porque quando fazemos algo que vem do coração parece que tudo acontece a seu tempo. No seu lugar. Equilíbrio.

 

Filha de bioquímico, foi na alquimia entre os elementos que tudo começou a fazer sentido. Mistura daqui, mexe dali, esquenta mais um pouco, esfria, corta, usa, faz de novo, refaz... Encontrei na saboaria natural o caminho para expressar todo o mundo de sentimentos e emoções que gostaria de dividir com as pessoas.

Depois da saboaria, estudei sobre cosmética natural, sobre o poder dos óleos essenciais, sobre os elementos da natureza e como tudo está interligado. Sobre o empoderamento, sobre o feminino, sobre existir. Hoje, como aromaterapeuta, coloco à disposição não apenas meu conhecimento, mas também minhas intenções em cada sabão, em cada manteiga, em cada sinergia.

Naturalmente, o nome da marca é uma homenagem a Alepo, cidade síria que abrigava as fábricas onde o Sabão de Alepo, conhecido por suas propriedades medicinais, era originalmente produzido desde a Antiguidade e transmitido de geração em geração. Infelizmente, com a escalada do conflito militar na região muitas fábricas foram destruídas. Esta escolha é uma homenagem para manter viva a tradição de um modo de produção artesanal, simples e bonito. Como minha vó.

 

Bons banhos!

 

Thais Olitta Basso

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